Terapia Ocupacional nos Distúrbios Visuais

Pessoa em piso tátil e anti-derrapante
O programa de reabilitação para pessoas com distúrbios visuais deve preencher as necessidades individuais, tornando-as mais independentes na realização das suas tarefas diárias, bem como suas necessidades quanto aos aspectos sociais - deslocamento no espaço, desempenho de atividade educacional, esportiva ou laboral.

 O processo reabilitador tem inicio com a avaliação dos aspectos sensoriais, perceptivos, cognitivos e sociais. O quanto a pessoa possui de desvantagem em relação a sua perda visual, quais dispositivos ela mesma desenvolveu e sua capacidade de treinamento, a fim de se adaptar da melhor forma a sua condição e superar suas dificuldades. O programa de reabilitação é traçado de acordo com as potencialidades e o nível de independência apresentado pelo indivíduo inicialmente. E tem como objetivo final - diferentemente da independência plena - o intuito de alcançar a independência almejada - a independência útil e exercitável pelo reabilitando de acordo com características próprias(idade, cognição e nível de interação social). Do contrário, quando estes objetivos não 'servem' ao indivíduo, se tornará um programa apenas do Terapeuta Ocupacional - correndo sério risco de tornar-se um programa enfadonho e de ser abandonado pelo meio do caminho. A palavra chave do programa de reabilitação é motivação.

O estímulo a percepção tátil, utilizando-se tanto das mãos, quanto dos pés para o reconhecimento de formas, texturas e detalhes são úteis também para o futuro aprendizado do Alfabeto Braille e a mobilidade em diferentes pisos. A otimização da percepção espacial e do esquema corporal é fundamental para o deslocamento no espaço, de modo seguro e eficiente.  Assim o equilíbrio deve ser explorado em atividades internas e atividades ao ar livre - estas inicialmente de modo muito bem supervisionado - também. Estimulo sonoro, identificação de sons como carros próximos, construções, latidos ou outros ruídos específicos podem indicar direções a serem seguidas - ou evitadas - e são peças-chave da Orientação e Mobilidade.

Para o deslocamento em ambientes internos são utilizadas técnicas de mapeamento mental - uma pessoa apresenta o local ao cego ou portador de baixa visão, auxiliando-o a identificar estruturas arquitetonicas, móveis, objetos e zonas de perigo; solicitando ao mesmo refazer o percurso logo após, por iniciativa própria - afim de assimilar como o ambiente é e 'guardar' essa imagem mental. Quando em locais públicos, como por exemplo em museus, pode ser guiado verbalmente, através do cão-guia(poucas pessoas conseguem ter um cão desses) ou estar disponível um mapa tátil - estes dois ultimos também podem ser utilizados para deslocamento em ambientes externos. Assim antes de iniciar a visitação, o portador de necessidade especial terá contato com um mapa do local em 3D, constando as principais estruturas: vias, prédios, rampas, etc. com a mesma finalidade de orientá-lo sobre a organização e disposição de elementos no ambiente a ser explorado.

Mapa Tátil
É importante que a pessoa portadora de distúrbio visual consiga se locomover com segurança e autoconfiança, sendo treinada também para situações adversas como quedas, perda abrupta de orientação espacial, assim como técnicas de solicitação ou dispensa de ajuda. É importante destacar que embora a situação de estar perdido seja apavorante, é necessário e imprescindível que a pessoa se mantenha mínimamente calma. Só assim poderá lembrar e utilizar as técnicas de orientação e mobilidade, da melhor maneira possível, no momento de emergência.

Em breve será postado maiores informações sobre esse conteúdo, até a próxima!

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